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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Perseguidos por Jesus - Mt 5. 10 - 12



INTRODUÇÂO - CONTEXTO 
A. O Sermão do Monte
1) Era um reino celestial, totalmente diferente do reino cobiçado pelos homens. Composto por homens e mulheres considerados fracos e pecadores para o mundo e a religião.

2) A tensão encontrada no Sermão do Monte será sempre entre aqueles que não se consideram aptos para herdar o reino dos céus e aqueles que se consideram por si mesmos suficientemente bons para herdar o reino dos céus.

B. No inicio do Sermão Jesus apresenta as Bem-aventuranças
São bem-aventurados aqueles que têm sua esperança na revelação do reino de Deus, que será consumado nos fins dos tempos. E por terem essa esperança necessariamente implica em uma vida completamente plena e feliz no presente.

C. As bem-aventuranças são encontradas em determinadas características dos discípulos
 (Ler Mt 5. 1 – 9)


EXPOSIÇÃO

1) À CONSEQÜÊNCIA DE SUAS CARACTERÍSTICAS OS DISCÍPULOS SERÃO PERSEGUIDOS.

a. Todo cristão sofrerá perseguição.
Por serem justos, humildes, mansos, puros de coração, misericordiosos e outros o cristão sofrerá perseguição em maior ou menor grau. 

O nosso dever nesta vida é viver de acordo com as características de um discípulo verdadeiro.
Tt 2. 11 – 14: Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, 12 educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,13 aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,14 o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.

Todo discípulo verdadeiro que viver de acordo com as suas características essenciais serão perseguidos. 
II Tm 3. 12: Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.

Todo cristão sofrerá perseguição em maior ou menor grau. 

b. Nem todo cristão viverá sob perseguição intensa.

Há cristãos que vivem sob perseguição continua.
1 em cada 3 Cristãos são perseguidos intensamente. 

Em pleno fim de século XX, houve verdadeiros massacres em nome da fé na Indonésia e Nigéria. Mas há muitos outros contextos em que milhares de pessoas têm seus direitos violados e são impedidas, totalmente ou em parte, de praticar sua escolha religiosa com liberdade. 
Alguns são perseguidos, torturados e mortos. Outros vivem em constante pressão do governo, da sociedade, da família. São pessoas obrigadas a superar seus limites para continuarem vivas, para trabalhar ou ter acesso à escola, para realizar seus cultos sem impedimentos, exercer sua fé sem preocupar-se com a polícia. (Missão Portas Abertas)

Evidentemente não sofremos esse tipo de perseguição no Brasil. E isso é uma conquista através de muito sofrimento dos primeiros cristãos brasileiros. 

c. Perguntas sobre a validade do texto para nós.
1) O texto se aplica para nós hoje?
A resposta é SIM!  De igual maneira a perseguição existe na vida de qualquer cristão em qualquer época. 

2) Porque eu não tenho experimentado essa perseguição?
Para entendermos isso precisamos ver a causa pela qual se é perseguido.

2) A PERSEGUIÇÃO É POR CAUSA DA JUSTIÇA E POR CAUSA DE JESUS.

a. Não é perseguição por qualquer motivo.
Por ter pendências com a lei.
I Pe 4. 15: Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem;

Por não querer trabalhar
II Tm 3. 10: Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.

Por ser orgulhoso
Rm 12. 3: Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

b. O que é ser perseguido pela justiça e por Jesus?

É sermos tratados de maneira indiferente ou até injusta por causa da nossa fidelidade à Jesus e pela busca de uma vida justa entre os homens. 

O primeiro motivo da perseguição é a justiça. 
O v. 6 diz que devemos ter sede e fome dessa justiça. Aponta diretamente ao nosso desejo de que haja entre os homens um relacionamento justo, curando as feridas causas pelo pecado com o remédio do evangelho.
É claro que ao fazermos isso muitos se levantaram contra nós! Mas porque fazemos isso? Porque amamos a Jesus, e ele nos ordena a que vivamos dessa maneira. 

Na prática
Se abríssemos um abrigo para meninos e meninas que sofrem abuso sexual e por causa disso fossemos perseguidos.
Fizessemos qualquer coisa para enfrentar os males do nosso tempo e da nossa sociedade seriamos perseguidos.

A pergunta é: Estamos sendo perseguidos pelas causas certas? Por deseja a justiça em amor a Jesus? Ou já não somos mais perseguidos porque as nossas maiores preocupações são com as nossas próprias ``picuinhas´´. 

3) POR ISSO SERÃO INJURIADOS, PERSEGUIDOS E CALUNIADOS.

a) Injuriados: trazer à vergonha. Quando lembrados que somos pecadores. Quando somos comparados à ladrões. 
b) Mentiras: Invenções sobre o que pretendemos fazer. 
c) Perseguição: Pessoas se levantaram para destruir aquilo que está sendo feito em nome de Jesus.

Esse tipo de perseguição pode acontecer até mesmo de dentro da própria Igreja.

Aplicação
Será que não temos nos acomodado com toda a situação que o nosso pais vive e o  situação do bairro de Felipe Camarão, com medo daquilo que vamos enfrentar, daquilo que podem dizer contra nós. 

4) MAS EM MEIO À PERSEGUIÇÃO DEVEM ESTAR ALEGRES E EXULTANTES.

Diante da perseguição deve haver alegria e muita exultação. 
Em Atos dos Apostolos vemos discípulos felizes por sofrem por causa de Jesus. 
- At 2. 42 – Uma igreja espiritual e que praticava a justiça.
- Sinais são feitos em meio à Igreja.
- At 4. 32 – Tinham tudo em comum
- At 5. 40 – 41: Sentiram alegria por sofrem por Jesus. 

Combater a pobreza, violência, drogas, corrupção, prostituição é altamente espitirual, é falar de Jesus além das palavras, é viver como Jesus. E se sofremos por isso devemos ter alegria por isso.

5) O MOTIVO DA ALEGRIA É A RECOMPENSA CELESTIAL
 Alguem poderia perguntar, mas porque estão alegres?

A resposta é que a nossa recompensa está naquilo que receberemos eternamente. Aquilo que nunca se perderá. A nossa salvação e os galardões guardados para aqueles que sofreram por Cristo.

- É sentir alegria porque buscamos o reino dos Céus e não o reino da terra.
- As coisas da terra e dos homens não possuem mais valor que as coisas dos céus. Essas devemos anelar.

6) ESSE É O PADRÃO DESDE OS ANTIGOS PROFETAS. 

As bem-aventuranças terminam dizendo que esse ciclo é seguido desde a época dos profetas do Antigo Testamento. 

Um profeta não tão antigo
Ilustração
A vida de Bonhoeffer tinha se tornado uma jornada de entrelaçamento, na qual ele tinha entrado por causa desta “visão de baixo para cima”. Sua opção de vida lhe tirou de uma confortável posição de professor universitário à liderança isolada de uma oposição minoritária dentro de sua igreja contra seu governo. Ele saiu da segurança de um refúgio fora do país para a vida perigosa de um conspirador. Ele desceu dos privilégios do ministério eclesiástico e o respeito dado a uma família nobre, para sua árdua prisão e mais tarde sua morte como traidor de seu país.

Um porta voz Nazista na Igreja disse:
“O tempo se completou em Hitler para as pessoas na Alemanha. É por causa de Hitler que Cristo, Deus, o ajudador e remidor, tornou-se eficaz entre nós. Portanto, o Socialismo Nacional é cristianismo positivo em ação... Hitler é o modo do Espírito e da vontade de Deus para o povo alemão entrar na igreja de Cristo”

CONCLUSÃO

As bem-aventuranças pintam um retrato compreensivo do discípulo cristão. Primeiro, vemo-lo de joelhos diante de Deus, reconhecendo sua pobreza espiritual e chorando por causa dela. Isto o torna manso ou gentil em todos os seus relacionamentos, considerando que a honestidade o compele a permitir que os outros pensem dele aquilo que, diante de Deus, já confessou. Mas longe dele aquiescer em seu pecado, pois ele tem fome e sede de justiça; anseia crescer na graça e na bondade.
Vemo-lo, depois, junto aos outros, lá fora, na comunidade humana. Seu relacionamento com Deus não o faz fugir da socie­dade nem o isola do sofrimento do mundo. Pelo contrário, per­manece no meio deste, demonstrando misericórdia àqueles que foram golpeados pela adversidade e pelo pecado. Ele é transpa­rentemente sincero em todos os seus relacionamentos e procura desempenhar um papel tão construtivo como pacificador. Mas ninguém lhe agradece pelos esforços; antes, é hostilizado, inju­riado, insultado e perseguido por causa da justiça que defende e por causa do Cristo com o qual se identifica.
Tal é o homem ou a mulher que é “bem-aventurado”, isto é, que tem a aprovação de Deus e alcança realização própria como ser humano. (John Stott)

APLICAÇÂO
Você tem se identificado com o caráter dos cidadãos do reino do céus? 
A conseqüência de tudo que se viver como discípulo verdadeiro é a perseguição? 
Você tem sido perseguido por ter sede e fome de justiça?


domingo, 20 de novembro de 2011

NADA TEMEREI


O salmista Davi no salmo 23, um de seus mais conhecidos salmos, confronta um dos mais conhecidos sentimentos do ser humano, o medo. O cenário descrito por ele é de um lugar profundo, inundado pela escuridão da morte, dando a sensação de que naquele lugar a única certeza que se tem é que não há mais esperança de vida. E isso acontece na vida de Davi, um servo de Deus. Ele tem a consciência de que passar pelo ``vale da sombra da morte´´ é uma possibilidade real. Mas ele diz ainda que eu tenha que passar por dias escuros como a morte, eu não temerei. Mas ele não diz que não temerá por causa da sua posição como o grande rei de Israel ou por ser um excelente compositor de salmos. A sua certeza de não temer não tem nada a ver com o que ele é ou desempenha, mas por algo que é completamente mais poderoso e perfeito do que ele, o Eterno Deus, que é o seu pastor que está constantemente ao seu lado. Deus é aquele que nos guarda quando passamos pelo vale da sombra da morte. Por isso, quando você estiver em dias como esse, não procure em você mesmo as forças e esperança, procure em Deus ai você sentirá que poderá passar por esse vale vencendo o medo, porque Deus é quem venceu até mesmo a própria morte através do seu filho Jesus, por isso podemos dizer: Não temerei

Pr. Geazy Liscio

sábado, 27 de agosto de 2011

Fogueira, Discipulo e Missão

Em uma noite muito fria no meio da floresta, alguns homens que reuniram-se para caçar estão preparando-se para jantar antes de sair para caçar. Um dos homens ficou responsável por montar a fogueira. Em poucos instantes ele diz a todos: Pronto, terminei, onde está a comida para ser esquentada. Quando todos olham para a fogueira o que eles vêem é uma foto colorida de uma fogueira. É claro que ninguém em condições mentais saudável utilizaria uma foto de uma fogueira para substituir uma fogueira real, pelo simples fato de nunca uma foto fará aquilo que uma fogueira faz. Ela nunca aquecerá o ambiente, nunca assará uma carne, no máximo terá a aparência de uma fogueira, mas jamais será uma fogueira.

O que isso nos ensina sobre discípulo e missão? Muito! Jesus ao dar as últimas instruções ao seus discípulos antes de ascender ao céu, dá uma missão àqueles discípulos: que fizessem outros discípulos em todas as nações (Mt 28. 18 – 20). E foi justamente isso o que eles fizeram, cumpriram a missão. Logo depois lemos no livro de Atos dos Apóstolos que os discípulos que os Apóstolos fizeram foram dispersos para as regiões vizinhas (At 8. 1). Depois disso o Apostolo Paulo e Barnabé levaram o evangelho para outras nações vizinhas (At 13. 1 – 4). E assim sucedeu ao longo dos anos que se seguiram depois que Cristo deu uma missão aos seus discípulos. Discípulos de Cristo são enviados para cumprirem a missão de fazerem outros discípulos de Cristo. Fazer outros discípulos faz parte da essência do ser discípulo de Cristo. É como uma fogueira que tem por característica aquecer. Não ter o desejo de fazer outros discípulos descaracteriza o ser discípulo de Cristo. Existe esse desejo no seu coração? Ou você se satisfaz com simplesmente ser uma foto de um discípulo? Que não cumpre a missão que um discípulo deve cumprir.

Em Cristo Jesus, aquele que nos deu uma missão

Pr. Geazy Liscio

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram...

Em I Co 2. 9 lemos o texto tão conhecido: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (Cf. Is 64. 4) Muitos com o desejo de que seus olhos vejam coisas maravilhosas de acordo com o padrão deste mundo, tomam esse versículo isolado de seu contexto e reinvidicam todo tipo de ``promessas´´, e saem dizendo que nós veremos e teremos coisas preparadas pelo próprio Deus. Essa interpretação errada e descontextualizada nos leva perder completamente de vista o real tesouro desse versículo. O Apostolo Paulo está escrevendo nesse versículo sobre o maior de todos os tesouros, Cristo Jesus (I Co 2. 2). Aquilo que para os homens deste mundo é loucura (I Co 1. 23) para nós é salvação. Uma verdade tão simples, porem de profundidade infinita porque a nós nos foi revelada a própria mente de Deus pelo seu Espirito para que enxergássemos a Cristo Jesus (I Co 2. 10). É isso que Deus tem preparado para nós, aqueles que o amam. Alguns ao escutarem uma explicação tão natural, irão preferir a interpretação de que temos as promessas de coisas materiais e físicas, e isso é mais uma prova de que Cristo Jesus não é o seu tesouro mais precioso e sim as coisas deste mundo. O que os seus olhos estão procurando enxergar? Se a sua resposta mais sincera não for JESUS, você vive uma grande ilusão que revela a sua perdição. Se a sua é JESUS, você é a pessoa mais feliz que alguém pode chegar a ser.

Em Cristo Jesus

Pr. Geazy Liscio

sábado, 14 de maio de 2011

JESUS CRISTO: O DEUS-HOMEM


A cerca de 2000 anos em uma cidade chamada Bélem (Mt 2.1), uma cidade pequena, onde a placa de ``boas vindas´´ dividia o espaço com o desejo de ``boa viajem´´. Em um abrigo de animais (Lc 2. 12), não muito diferente dos que encontramos hoje em dia. Nascia um menino chamado Jesus, nasceu da mesma maneira como todas as crianças daquela época nasciam, de parto normal. Esteve no ventre da sua mãe o mesmo período que qualquer bebe requer estar até o dia que estiver pronto para nascer. Em fim, teve o mesmo nascimento e da maneira mais humilde possível. E Jesus cresce como todas as crianças, brincando, aprendendo, chorando, se divertindo e fazendo amigos (Lc 2.52). Quem olhasse para Jesus sentado com outras crianças não poderia dizer que havia algo mais do que um menino obediente e extremamente inteligente, o filho que todo pai desejaria ter (Lc 2. 47). Porem havia uma diferença entre ele e todos os demais seres humanos de sua época, dos que viveram antes dele e dos que ainda iriam nascer. O seu pai era Yaweh, o próprio Deus (Mc 1. 11). Mas à diferença dos Mitos Gregos que ensinavam que os deuses tinham filhos humanos, que eram semi-deuses, Jesus era Deus. Era o Emanuel, que quer dizer ``Deus conosco´´, Deus havia tomado a forma de um ser humano, e não apenas repousou um espírito divino sobre ele. Em Jesus a natureza humana e a natureza divina se fundiram completamente, sem ter condições de separar uma natureza da outra. A sua presença entre os humanos como humano não foi algo simplesmente por capricho, havia um propósito eterno, resgatar homens e mulheres para a Glória de Deus. Os mesmos que em Adão haviam rejeitado a Deus escolhendo o pecado e a morte. Mas existe, um incompreensível amor da parte de Deus por aqueles que o haviam rejeitado e eram merecedores da justa aplicação da justiça de Deus (I Co 15. 22). Mas, era necessário que um homem conseguisse vencer o pecado e a morte, quem conseguiria? Ninguem! Deus envia um anjo a uma adolescente virgem e diz que ela seria mãe de um menino, e esse menino era o filho de Deus a luz para os homens (Mt 1. 21). Deus, aquele que pode todas as coisas se torna homem, para que homens e mulheres possam estar diante de Deus. Jesus Cristo, o Deus-homem fez o que nenhum homem teria a capacidade de fazer, vencer o pecado e a morte numa cruz e receber a justa aplicação da justiça de Deus (Jo 19. 30). É por isso que Jesus tinha que ser totalmente humano e totalmente Deus.

``E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.´´ Jo 1. 14


http://www.youtube.com/watch?v=Gooow9V1Qw0




terça-feira, 22 de março de 2011

O meu perdão e o perdão de Deus


Domingo 20/03 começamos a serie de Pregações: ``Guarda o Teu Coração´´ neste domingo meditamos sobre o tema: ``O meu perdão e o perdão de Deus´´ Segue abaixo uma parte do meditação.

C. S. Lewis certa vez disse: "Todos dizem que o perdão é uma idéia maravilhosa até que elas possuam algo para perdoar." Isso é uma grande verdade, admiramos o conceito do Perdão, mas temos imensas dificuldade para colocar em pratica o perdão. Na Bíblia a inúmeras passagens que nos incentiva ao perdão, e em uma dessas passagens vemos o Apostolo Paulo se dirigindo a Filemom (Carta de Paulo à Filemon) dizendo que ele deveria receber a seu escravo Onésimo. Provavelmente Onésimo havia roubado a Filemon, fugido para a longe, deixando para trás o prejuízo para o seu Senhor. Paulo em algum momento de sua vida encontra a Ónesimo, prega o evangelho de Jesus para ele e assim Ónesimo experimenta uma transformação radical em sua vida.

O pedido de Paulo é para que os erros do passado fossem perdoados. Então Paulo incentiva a Filemom receber a Ónesimo em nome do Amor (v. 9) o mesmo amor que Filemom demonstrava aos crentes de sua igreja (v. 5) e ao próprio Paulo (v.7). Jesus Cristo nos diz: Mt 5. 46 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?O desafio para Filemom era amar aquele que lhe havia traído a sua confiança. Amar os que nos fazem bem, é fácil... difícil é amar e perdoar aqueles que nos fizeram mal. Amar os que nos amam, é de conformidade à nossa natureza de amor a nós mesmo, amo aos que me amam! Logo, não perdôo aqueles que me colocaram em segundo plano, esse é o raciocínio natural do homem. O argumento de Paulo é: Filemom, amar aos santos de sua igreja, é fácil, amar a Paulo é fácil, extenda o alcance do seu amor e perdoe a Filemom. Que lição temos diante de nós! Essa expressão de amor é vista claramente em Deus, ele nos amou primeiro (I Jo 1. 10 – 11, 19),quando nos ainda descumpríamos os seus mandamentos, quando não considerávamos a sua vontade para as nossas vidas, e mesmo assim nos amou e nos perdoou em Jesus Cristo. O amor de Deus por nós, deve nos inspirar para que também perdoemos em nome do amor.


Perdão - Luiz Arcanjo

Venha participar conosco da Serie de Pregações ``Guarda o teu Coração´´. Todos os Domingos às 18:30 Hs. Veja o cronograma das Pregações.

20/03 - O meu perdão e o perdão de Deus - Fm 8 - 20

27/03 - Eu ou a Cruz? - Mt 16. 24 - 28

03/04 - Partidarismos e Favoritismos? - I Co 1. 10 - 17

10/04 - Pré-julgamentos e Preconceitos - Mt 7. 1 - 5

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Universidade Mackenzie: Em defesa da liberdade de expressão religiosa

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.


Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).


Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.


Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 (link:http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808)e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.


Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.

Para ampla divulgação.