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terça-feira, 6 de junho de 2017

O começo de um grande acontecimento - Mc 1. 1 - 8

Um Pescador possuía uma perola valiosíssima debaxo do seu colchão: Imagine dormir sobre uma grande fortuna por 10 anos sem se dar conta disso? Foi exatamente o que aconteceu com um pescador filipino, que, após encontrar esse tesouro, resolveu guardar a imensa pérola embaixo do colchão, como um amuleto.
Essa, que pode ser a maior pérola já encontrada, tem nada menos que 34 quilos e mais de 1 metro de comprimento!
Aileen Cynthia Maggay-Amurao, oficial de Turismo da cidade, disse que o pescador encontrou a preciosidade quando o seu barco ficou preso nas ilhas Palawan durante uma tempestade. Mesmo considerando o achado incrível, ele resolveu guardá-lo todo esse tempo e o mundo só tomou conhecimento da pérola por acidente: a casa do pescador pegou fogo e, ao vasculhar os escombros, ele encontrou o seu “amuleto” e resolveu entregá-lo para o centro de turismo.
Foi aí que o homem foi surpreendido com o valor da peça: 320 milhões de reais!
Segundo os responsáveis pelo centro, é bem possível que essa seja a maior pérola gigante natural do mundo, e ela deverá ficar em exposição no New Green City Hall, na cidade de Puerto Princesa.[1]

O perigo de não darmos valor a grandes coisas que estão bem diante de nós. Marcos está começando seu evangelho demonstrando que a vinda de Jesus é um grande acontecimento.
  
·         Principio do evangelho:
1.      Principio:
a)      Principio do que Jesus fará: O livro todo relata o evangelho de Jesus Cristo, que provém dele. Mas o principio da boa noticia que vem de Jesus refere-se a como começou o evangelho que foi trazido por Jesus, a partir de João Batista até a tentação de Jesus no deserto.  Isto é, aquilo que é  relatado nos v. 2 – 13, como um pano de fundo de todo o evangelho.  (V. 2 – 8: João Batista abrindo caminho para a chegada do Cristo. V. 9 – 13: O Cristo iniciando seu ministério).
A este argumento Hendriksen argumenta, que Pedro pregando na casa de Cornélio (de quem Marcos aprendeu sobre a vida de Jesus) começou  falando de João Batista antes de falar sobre Jesus  (At. 10. 34 – 43, ver 37). (Hendriksen, p. 49).

2.      Do evangelho
a)      Para gregos e  romanos: O termo Grego euanggélion  ("evangelho") tinha um tom alegre, pois estava associado à proclamação de um comunicado político ou de uma vitória militar que resultara em benefícios para muitas pessoas. Sob essa perspectiva, o "evangelho" alerta os leitores ao anúncio de um evento histórico que trará resultados benéficos para a humanidade. (Mulholland, p. 19).
b)     Para judeus: [evangelho] palavra tem um significado profético para aqueles familiarizados com o Antigo Testamento. Isso lembra a promessa de boas novas (Is 61.1 s), renovando a esperança de que, por meio do seu servo ungido, o Espírito do Soberano Deus proclamará a libertação dos oprimidos (cf. Lc 4.17ss). Ele traz a segurança de que Deus está presente (Is 40.9), e está no controle (Is 52.7). (Mulholland, p. 19)

3.      Do homem-Deus
a)      Jesus Cristo, o homem escohido: No princípio de seu Evangelho, Marcos une os dois termos Jesus Cristo. Tendo declarado que Jesus é o Cristo, o Messias prometido por Deus por intermédio dos antigos profetas.. (Mulholland, p. 20)

b)     O filho de Deus: Jesus é chamado o Filho de Deus.
·         Pelo próprio Deus (no princípio 1.11, e perto do meio do livro, 9.7), e
·         Por um homem, o centurião encarregado da Crucificação (perto do final dolivro, 15.39).
·         Ele é o Filho de Deus. Isso é afirmado muitas vezes, de modo a sublinhar sua importância.
·         E ao longo do livro de Marcos as obras de Jesus atribui a ele divindade.
·         O restante das Escrituras apontam para o fato que Jesus é o filho de Deus. (Is 9.6; Mt 28.18; Jo 1.1-4; 8.58; 10.30, 33; 20.28; Rm 9.5; Fp 2.6; Cl 1.16; 2.9; Hb 1.8; Ap 1.8).

·         O anuncio da chegada de um soberano: Jesus será apresentado ao longo do evangelho, como o poderoso filho de Deus, totalmente homem, mas também totalmente Deus.  Ao iniciar o seu relato Marcos inicia com um anuncio real transmitido por um batedor oficial:
Quando um rei está para chegar, normalmente se faz preceder de um mensageiro. A função do mensageiro é a de preparar o caminho para o rei, e proclamar sua vinda ou chegada.  (Hendriksen, p. 48)

1.      A vocação de João Batista: João era filho de Zacarias, um sacerdote. Zacarias era um homem idoso, casado com Isabel, prima de Maria, e não tinham filhos. Deus promete dar um filho a Zacarias e Isabel e esse menino precederia ao Senhor na salvação que traria ao povo (Lc 1. 17,  76 – 77).
2.      João aparece logo no inicio  do relato de Marcos: Diferente de Mateus e Lucas, Marcos inicio o seu relato a partir do ministério de João Batista, assim como o faz João após um prólogo.
a)      Mateus começa a sua história com uma lista dos ancestrais, a concepção, o nascimento e a nomeação de Jesus.
b)      Lucas (após uma introdução dedicatória) começa com uma narração do nascimento de João Batista.
c)      João, por seu turno, começa com a lembrança de que “o Verbo”, isto é, Jesus Cristo, já existia “no princípio”, ou seja, por toda a eternidade, e tornou- se encarnado.
3.      João registrado em Josefo: Josefo, historiador judeu que escreveu na segunda metade do primeiro século d.C., também se refere ao Batista. A referência que ele faz a João relaciona-se com uma descrição do governo de Herodes Antipas, que mandara matar o profeta. Josefo descreve João como personagem popular entre as massas, muito respeitado por sua piedade e seu forte apelo à retidão; esta evidência do impacto causado por João sobre a Palestina do primeiro século pode ajudar-nos a entender por que os evangelhos ligam o Batista a Jesus de modo tão explícito. (Hurtado, p. 26)

Portanto, marcos está dizendo que o aparecimento de João Batista prenuncia a chegada de um grande soberano, que iniciará uma grande conquista.

Vejamos como João Batista prepara o caminho para Jesus Cristo é o poderoso filho de Deus.

1)      JOÃO BATISTA MARCA O INICIO  DO MAIOR ACONTECIMENTO DA HISTÓRIA (V. 2 – 3)
a.      O principio, Profecia de Isaias: As profecias do AT testamentos apontavam para a redenção de Deus que viria para o seu povo. Hurtado comenta que a inserção das profecias servem para mostrar que Jesus e João Batista não surgiram do nada, mas foram pré-anunciados pelas profecias do AT, o que revelam claramente a continuidade da obra de Deus . (Hurtado, p. 24)
b.      Conduzindo para uma libertação maior : As profecias despertam expectativas dormentes por muito tempo. Juntos eles dizem: "Deus está para agir". Conseqüentemente, aparece Jesus. (v.9).
                                                              i.      Citando as profecias: Marcos ligou Êxodo 23.20, conforme expresso em Malaquias 3.1 e Isaías 40.3.
a.      Êxodo 23. 20: O povo de Israel foi liberto do Egito e Deus promete conduzir o seu povo durante a sua caminhada até chegar a terra que lhes havia prometido. Vencendo os inimigos em suas batalhas, concedendo fertilidade e exapandindo cada vez o seu território. (Ex 23. 20 – 33)
b.      Isaias 40. 3: 800 anos após o povo de Israel ter saído do Egito, eles estavam cativos na Babilônia. Mas Deus, depois de haver purificado o seu povo, promete que os conduzirá novamente para a terra prometida, iniciando um novo e grandioso momento para o povo.  Na profecia de Isaías fala de uma voz. (Is 40. 1 - 12)
                                                                                                  i.      Voz do que clama o deserto: O próprio João Batista se identifica como sendo a voz do que clama no deserto, quando questionado que ele era. (Jo 1. 23).
                                                                                                 ii.      Deus clama no deserto e sua voz é João Batista.
c.       Malaquias 3. 1 – O povo já está na terra de Israel a cerca 100 anos depois de ter voltado do cativeiro da Babilonia. Mas Deus ainda está falando de um novo tempo e da necessidade de se santificar para esse tempo, que será de juízo e purificação. E esse tempo será iniciado quando um mensageiro vier.
                                                                                                  i.      Preparai o caminho  e Endireitem o caminho: Significava que aquilo que era indigno de Deus deveria ser retirado da vida deles, para se prepararem para receber ao Senhor.
c.       Deus iniciou o grande acontecimento na história da humanidade:
1.      Deus aponta para um resgate maior do que o do Egito e da Babilônia.
2.      Deus conduzirá o seu povo para uma nova Canaã celestial.
3.      Deus iniciará um juízo mais severo o qual jamais foi visto.
4.      Deus purificará o seu povo de uma forma perfeita e eterna.
Aplicação
·         O maior acontecimento da sua vida é a vinda de Cristo? É por esse acontecimento que todas as demais coisas ganham sentido real?

2)      JOÃO BATISTA DENUNCIA O MAIOR PROBLEMA DA HUMANIDADE (V. 4 – 5)
O local, a mensagem, o sinal e a resposta do povo diante de João, apontam para a principal barreira do ser humano para aproximar-se diante de Deus.
a.      O Deserto, um cenário de provação: Apareceu João batizador no deserto (v. 4): Apesar de já sabermos de quem  Marcos está falando, ele revela o nome de João apenas aqui no v. 4., dizendo que apareceu João, aquele que batizava, no deserto.
                                                              i.      O deserto da Judéia: Hendriksen descreve essas terras como: “um termo que indica as terras ruins e ondulosas localizadas entre o lado ocidental das montanhas da Judéia e o Mar Morto, e a parte oriental do baixo Jordão, descendo do norte até o ponto onde o Rio Jaboque desagua no Jordão. É, realmente, uma desolação, com uma vasta extensão de terra ondulada e infrutífera. O solo é formado por rochas porosas e de pouca resistência e coberto com ervas daninhas, pedras e rochas. De vez em quando pode se ver um pouco de vegetação, com serpentes rastejando por debaixo dela.” (Hendriksen, p. 54)
                                                            ii.      Um novo êxodo: O deserto lembra a experiência de Israel quando, livres da escravidão do Egito, os israelitas foram disciplinados por Deus na preparação para a entrada na terra prometida. Agora Deus está começando um novo Êxodo. Separando-se da vida religiosa fácil e institucionalizada, multidões vão ao deserto para ouvir a João. (Mulholland, p. 22).
b.      O batismo, um sinal de purificação: João batizador (v. 4): João traz um sinal conhecido naqueles dias, praticado por diversos motivos. Mas todos apontavam para a necessidade do homem de ser purificado de suas impurezas morais.
                                                              i.      Batismo de prosélitos: Não era incomum o batismo com água, mas para prosélitos. Mas João está convocando  o próprio povo de Deus, filhos de Abraão para serem batizados, indicando que eles também deveria ter uma vida pura. 
Chamando os judeus, como indivíduos e como nação, para voltarem-se a Deus, João prega imersão (baptizon) como uma expressão do arrependimento. Como acontecia aos gentios, que eram batizados ao converterem-se ao Judaísmo, os judeus que confessam estar alienados de Deus são batizados por João. (Mulholland, p. 22).
                                                            ii.      Batismo dos esênios: A comunidade de Qunrã, contemporânea de João, tinha seus batismos de purificação. Mas pouco tem a ver com o batismo de João.
                                                          iii.      Rituais de purificação dos sacerdotes: Joachim Gnilka relaciona às purificações realizadas no templo. (Gnilka, p. 39)

c.       A proclamação, um chamado para arrependimento e perdão: pregando batismo de arrependimento e perdão de pecados (v. 4): A mensagem de João era compatível com as profecias sobre ele, ele estava endireitando as veredas, chamando a que o pecado fosse deixado para traz.
                                                              i.      Arrependimento (metanoia) mudança de mente e prática: Uma nova atitiude de mente e coração (metanoia). A palavra metanoia, denota uma mudança radical de disposição mental que conduz a uma mudança prática em todos os ambitos da vida. O evangelho de Lucas explica como deveria ser esse arrependimento segundo o próprio João Batista:
a.       Lc 3. 1-14: 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? ... 11 Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo.  12 Foram também publicanos para serem batizados e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos de fazer?  13 Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que o estipulado. 14 Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo. 
2.      Perdão de Pecados: Ao se arrependerem dos seus pecados João dizia que eles eram perdoados. Não apenas por serem batizados, mas segundo a promessa de que ao ser confessado os pecados somos perdoados (Sl 31; Jo 1. 29).

d.      A confissão de pecados, como sinal de arrependimento (v. 5): Uma vez que João pregava batismo de arrependimento de pecados, vemos que povo respondia à mensagem de João de maneira muito pratica.
                                                              i.      Avivamento na Terra da Judéia e Habitantes de Jerusalém: Depois de 400 anos o povo de Israel se viu diante de verdadeiro avivamento, mas diferente de qualquer haja havido antes. Hernandes Dias Lopes destaca como isso era um contraste com a frieza espiritual vivida pelos partidos e grupos daqueles dias que nada aportavam para uma verdadeira esperança para a salvação do povo de Israel (Lopes, p. 26).
                                                            ii.      Estavam sendo batizados: Uma demonstração visível do arrependimento.
                                                          iii.      Enquanto confessavam seus pecados: Uma demonstração audível do arrependimento. O tempo verbal da palavra confessar é o particípio, ou seja, Enquanto eram batizados concomitantemente confessavam os seus pecados.  
Aplicação
·         O principal problema da humanidade é o pecado, confessar o pecado e deixa-lo é a maior necessidade.
o   Três niveis da confissão: Barclay  diz que a confissão de pecados deve ser diante de três pessoas (Barclay, p. 18):
§  Alguém deve confessar-se a si mesmo. Forma parte da natureza humana que fechemos os olhos ao que não queremos ver, e sobretudo, por essa mesma razão, fechamos os olhos a nossos pecados. Alguém conta o primeiro passo de um homem para a graça. Não há ninguém no mundo que nos resulte tão difícil enfrentar como nós mesmos. E o primeiro passo para o arrependimento e para uma correta relação com Deus é admitir nosso pecado ante nossa própria consciência.
§  Deve-se confessar a todos aqueles a quem se ofendeu. Não valeria de muito dizer a Deus que lamentamos nosso passado, a menos que também vamos com as mesmas palavras a todos aqueles a quem tenho causar pena, ofendido ou machucado. É necessário eliminar as barreiras humanas antes de que caiam as barreiras que nos separam de Deus. Pode, com muita freqüência, ocorrer que seja muito mais fácil confessar um pecado a Deus que confessá-lo aos homens. Mas não pode haver perdão sem humilhação.
§  Deve confessar-se diante de Deus. O fim do orgulho é o princípio do perdão. Quando alguém diz: "pequei", é quando Deus tem a oportunidade de dizer: "Eu te perdôo." O homem que quer encontrar-se ante Deus em igualdade de condições não descobrirá o arrependimento, a não ser aquele que em humilde contrição e murmurando envergonhado diz: "Deus, tenha misericórdia por mim, pecador."

3)      JOÃO ANUNCIA A ALGUÉM MAIS O TODO-PODEROSO (V. 7 – 8)

a.       João, o Elias prometido: Para ressaltar a importância do que João estava fazendo, já no AT testamento se falava de um novo Elias que viria. João é esse novo Elias.
                                                              i.      Vestimentas de Elias: Marcos descreve propositadamente a comida que João comia e as roupas que vestia (v. 6), em termos que nos remetem à roupa de pelos e o cinto de couro de Elias.
a.       2 Rs 1. 8:  Eles lhe responderam: Era homem vestido de pêlos, com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tesbita.; (QuandoAcazias pergunta como era o homem que havia interceptado seus mensageiros que foram consultar aBaal-zebube)
b.      Parecia uma vestimenta típica dos profetas: (Zc 13.4).
                                                            ii.      Malaquias disse que o Dia do Senhor seria precedido pela vinda de Elias: 
a.       Ml 4. 5: Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR
                                                          iii.      Um anjo diz que João virá no poder e espirito de Elias:
a.      Lc 1. 13-17 : Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João. 14 Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento 15 Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno.16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus.17 E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.
                                                          iv.      O próprio Jesus diz que João Batista era o Elias:
a.      Mat 11:13-14: Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir.
b.      Mat 17:10-13 :  Mas os discípulos o interrogaram: Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? 11 Então, Jesus respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. 12 Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.13 Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.(Mc 9. 11 – 13)

b.      Um humilde Profeta do deserto: Mas a apesar da importância de João como precursor ele descrito em traços simples e humildes.  A descrição das vestimentas e alimentação ressaltam o fato de que João era uma pregação viva contra os excessos do pecado.
                                                              i.      A vestimenta simples: Uma vestimenta pratica para o deserto e simples como foi descrita por Jesus (Mt 11. 8).
                                                            ii.      A alimentação simples: A alimentação de João Batista consistia em mel silvestre e gafanhotos. O mel era facilmente encontrado no deserto debaixo das rochas ou entre as rochas (Dt 32. 13). Quanto aos gafanhotos para a civilização ocidental é algo estranho, mas era extremamente normal naquela região (até hoje) e permitido por Deus (Lv 11. 22).  Hendriksen cita um ditado latim; “De gustibus non dispuntandum est” (Gosto não se discute). (Hendriksen, p. 58). Gnilka argumenta que era apenas a refeição comum dos que habitavam no deserto. (Gnilka, p. 40)
c.       Importância x Humildade:
                                                              i.      A importância de João nos evangelhos: A importância da vinda de João é tão importante que foi registrada em todos os evangelhos. (Mt 3.1-12; Lc 3.4-18; Jo 1.6-8, 15-28). Há muitos acontecimentos no ministério de Jesus que são omitidos ou resumidos, mas o ministério de João é uma parte fundamental do que Cristo iria fazer, porque João prenunciava a vinda do novo tempo que viria.
                                                            ii.      João reconhece a sua indignidade: João não era digno de soltar as correias da sandália de Jesus.  João sabia exatamente qual era o seu lugar e sua importância, apesar de ser enviado como um profeta que prenunciava um grande acontecimento na história da salvação, João é humilde. (Jo 3. 30).
1.      Servos desatavam sandálias: Era um costume os escravos desatarem as sandálias de seus senhores depois que chegassem em casa, para lavarem os seus pés sujos da poeira e posteriomentes lavarem as suas sandálias (Lc 8. 44 – 46; Mt 3. 11
2.      Distinção entre “Discípulo” e “Servos”: tradição ensina que a diferença entre os dois é a seguinte: O discípulo estava pronto para fazer qualquer serviço para o seu mestre, que o servo humilde também realizava, com a exceção do desatamento das correias das sandálias. (Hendriksen, p. 59)
a.       João se considera menos que um servo  humilde, pois não tinha dignidade de fazer o mais humildes dos serviços prstados a um senhor.

                                  iii.      Jesus é o mais poderoso:
1.      Jesus batizará com o Espírito Santo: João fala do que Jesus fará com muito maior poder, do que apenas o sinal externo da regeneração, derramando água. Jesus derramará do Espírito Santo de uma forma nunca visto antes, dando cumprimento a salvação prometida desde Adão.
a.      Cumprimento da profecia de Joel e Ezequiel:
                                                                                                              i.      Jl 2.28 – 29: E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; 29 até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. (Ver também: Ez 36.26s; Jr 31. 31 - 34)
                                                                                                          ii.      O Cumprimento no dia de Pentecostes:
2.      Porque Jesus batizaria com o Espírito Santo?:
a.      Porque o Espírito é o selo da promessa: O derramamento do Espírito sobre o seu povo, é o sinal de que a obra de Cristo na cruz, para nos livrar do pecado, foi aplicado ao crente que aguarda o seu resgate final.
                                                                                                                 i.      Ef 1. 13 – 14: 13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória. 
b.      Porque inicia um novo tempo de testemunho: Jesus  inauguraria um tempo o qual nunca havia sido visto anteriormente. O Espirito Santo derramado por Jesus capacitaria seus discípulos para serem suas testemunhas.
                                                                                                              i.      At 1. 8: mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.
Aplicação
·         Não podemos nos gloriar de forma alguma. Se João não vangloriou, como qualquer outra pessoa teria direito de se exaltar por ser usado por Deus. João Batista disse “Convém que Cristo cresça e eu diminua”
·         Curve-se diante de Jesus Cristo e reconheça que ele é Senhor. Muitos se curvam diante de homens, mas não se curvam diante de Jesus Cristo que é infinitamente mais poderoso.  

CONCLUSÃO
João Batista é o prenuncio de um grande acontecimento na história da humanidade. A entrada de Jesus Cristo na história é o maior acontecimento, porque é a expressão máxima do amor de Deus que resgata homens cativos em seus pecados. Diante de Cristo Jesus o que nos resta é nos prostrarmos diante dele e confessar que ele é o Senhor e nós somos seus humildes servos.

Bibliografia

BARCLAY, William. Marcos. 1974.
BRATCHER, Roberto G. e Vilson SCHOLZ. Comentários SBB para exegese e tradução - Marcos versículo a versículo. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2013.
GNILKA, Joachim. El evangelio segun san Marcos. 4 Edicion. Vol. 1. Salamanca: Ediciones Sígueme, 1999.
HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Marcos. Trad. Elias Dantas. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.
HURTADO, Larry W. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Marcos. Trad. Oswaldo Ramos. São Paulo: Editora Vida, 1995.
LOPES, Hernandes Dias. Marcos, o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.
MULHOLLAND, Dewey M. Marcos: Introdução e Comentário. Trad. Maria Judith Prado Menga. São Paulo: Vida Nova, 1999.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Perseguidos por Jesus - Mt 5. 10 - 12



INTRODUÇÂO - CONTEXTO 
A. O Sermão do Monte
1) Era um reino celestial, totalmente diferente do reino cobiçado pelos homens. Composto por homens e mulheres considerados fracos e pecadores para o mundo e a religião.

2) A tensão encontrada no Sermão do Monte será sempre entre aqueles que não se consideram aptos para herdar o reino dos céus e aqueles que se consideram por si mesmos suficientemente bons para herdar o reino dos céus.

B. No inicio do Sermão Jesus apresenta as Bem-aventuranças
São bem-aventurados aqueles que têm sua esperança na revelação do reino de Deus, que será consumado nos fins dos tempos. E por terem essa esperança necessariamente implica em uma vida completamente plena e feliz no presente.

C. As bem-aventuranças são encontradas em determinadas características dos discípulos
 (Ler Mt 5. 1 – 9)


EXPOSIÇÃO

1) À CONSEQÜÊNCIA DE SUAS CARACTERÍSTICAS OS DISCÍPULOS SERÃO PERSEGUIDOS.

a. Todo cristão sofrerá perseguição.
Por serem justos, humildes, mansos, puros de coração, misericordiosos e outros o cristão sofrerá perseguição em maior ou menor grau. 

O nosso dever nesta vida é viver de acordo com as características de um discípulo verdadeiro.
Tt 2. 11 – 14: Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, 12 educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,13 aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,14 o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.

Todo discípulo verdadeiro que viver de acordo com as suas características essenciais serão perseguidos. 
II Tm 3. 12: Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.

Todo cristão sofrerá perseguição em maior ou menor grau. 

b. Nem todo cristão viverá sob perseguição intensa.

Há cristãos que vivem sob perseguição continua.
1 em cada 3 Cristãos são perseguidos intensamente. 

Em pleno fim de século XX, houve verdadeiros massacres em nome da fé na Indonésia e Nigéria. Mas há muitos outros contextos em que milhares de pessoas têm seus direitos violados e são impedidas, totalmente ou em parte, de praticar sua escolha religiosa com liberdade. 
Alguns são perseguidos, torturados e mortos. Outros vivem em constante pressão do governo, da sociedade, da família. São pessoas obrigadas a superar seus limites para continuarem vivas, para trabalhar ou ter acesso à escola, para realizar seus cultos sem impedimentos, exercer sua fé sem preocupar-se com a polícia. (Missão Portas Abertas)

Evidentemente não sofremos esse tipo de perseguição no Brasil. E isso é uma conquista através de muito sofrimento dos primeiros cristãos brasileiros. 

c. Perguntas sobre a validade do texto para nós.
1) O texto se aplica para nós hoje?
A resposta é SIM!  De igual maneira a perseguição existe na vida de qualquer cristão em qualquer época. 

2) Porque eu não tenho experimentado essa perseguição?
Para entendermos isso precisamos ver a causa pela qual se é perseguido.

2) A PERSEGUIÇÃO É POR CAUSA DA JUSTIÇA E POR CAUSA DE JESUS.

a. Não é perseguição por qualquer motivo.
Por ter pendências com a lei.
I Pe 4. 15: Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem;

Por não querer trabalhar
II Tm 3. 10: Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.

Por ser orgulhoso
Rm 12. 3: Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

b. O que é ser perseguido pela justiça e por Jesus?

É sermos tratados de maneira indiferente ou até injusta por causa da nossa fidelidade à Jesus e pela busca de uma vida justa entre os homens. 

O primeiro motivo da perseguição é a justiça. 
O v. 6 diz que devemos ter sede e fome dessa justiça. Aponta diretamente ao nosso desejo de que haja entre os homens um relacionamento justo, curando as feridas causas pelo pecado com o remédio do evangelho.
É claro que ao fazermos isso muitos se levantaram contra nós! Mas porque fazemos isso? Porque amamos a Jesus, e ele nos ordena a que vivamos dessa maneira. 

Na prática
Se abríssemos um abrigo para meninos e meninas que sofrem abuso sexual e por causa disso fossemos perseguidos.
Fizessemos qualquer coisa para enfrentar os males do nosso tempo e da nossa sociedade seriamos perseguidos.

A pergunta é: Estamos sendo perseguidos pelas causas certas? Por deseja a justiça em amor a Jesus? Ou já não somos mais perseguidos porque as nossas maiores preocupações são com as nossas próprias ``picuinhas´´. 

3) POR ISSO SERÃO INJURIADOS, PERSEGUIDOS E CALUNIADOS.

a) Injuriados: trazer à vergonha. Quando lembrados que somos pecadores. Quando somos comparados à ladrões. 
b) Mentiras: Invenções sobre o que pretendemos fazer. 
c) Perseguição: Pessoas se levantaram para destruir aquilo que está sendo feito em nome de Jesus.

Esse tipo de perseguição pode acontecer até mesmo de dentro da própria Igreja.

Aplicação
Será que não temos nos acomodado com toda a situação que o nosso pais vive e o  situação do bairro de Felipe Camarão, com medo daquilo que vamos enfrentar, daquilo que podem dizer contra nós. 

4) MAS EM MEIO À PERSEGUIÇÃO DEVEM ESTAR ALEGRES E EXULTANTES.

Diante da perseguição deve haver alegria e muita exultação. 
Em Atos dos Apostolos vemos discípulos felizes por sofrem por causa de Jesus. 
- At 2. 42 – Uma igreja espiritual e que praticava a justiça.
- Sinais são feitos em meio à Igreja.
- At 4. 32 – Tinham tudo em comum
- At 5. 40 – 41: Sentiram alegria por sofrem por Jesus. 

Combater a pobreza, violência, drogas, corrupção, prostituição é altamente espitirual, é falar de Jesus além das palavras, é viver como Jesus. E se sofremos por isso devemos ter alegria por isso.

5) O MOTIVO DA ALEGRIA É A RECOMPENSA CELESTIAL
 Alguem poderia perguntar, mas porque estão alegres?

A resposta é que a nossa recompensa está naquilo que receberemos eternamente. Aquilo que nunca se perderá. A nossa salvação e os galardões guardados para aqueles que sofreram por Cristo.

- É sentir alegria porque buscamos o reino dos Céus e não o reino da terra.
- As coisas da terra e dos homens não possuem mais valor que as coisas dos céus. Essas devemos anelar.

6) ESSE É O PADRÃO DESDE OS ANTIGOS PROFETAS. 

As bem-aventuranças terminam dizendo que esse ciclo é seguido desde a época dos profetas do Antigo Testamento. 

Um profeta não tão antigo
Ilustração
A vida de Bonhoeffer tinha se tornado uma jornada de entrelaçamento, na qual ele tinha entrado por causa desta “visão de baixo para cima”. Sua opção de vida lhe tirou de uma confortável posição de professor universitário à liderança isolada de uma oposição minoritária dentro de sua igreja contra seu governo. Ele saiu da segurança de um refúgio fora do país para a vida perigosa de um conspirador. Ele desceu dos privilégios do ministério eclesiástico e o respeito dado a uma família nobre, para sua árdua prisão e mais tarde sua morte como traidor de seu país.

Um porta voz Nazista na Igreja disse:
“O tempo se completou em Hitler para as pessoas na Alemanha. É por causa de Hitler que Cristo, Deus, o ajudador e remidor, tornou-se eficaz entre nós. Portanto, o Socialismo Nacional é cristianismo positivo em ação... Hitler é o modo do Espírito e da vontade de Deus para o povo alemão entrar na igreja de Cristo”

CONCLUSÃO

As bem-aventuranças pintam um retrato compreensivo do discípulo cristão. Primeiro, vemo-lo de joelhos diante de Deus, reconhecendo sua pobreza espiritual e chorando por causa dela. Isto o torna manso ou gentil em todos os seus relacionamentos, considerando que a honestidade o compele a permitir que os outros pensem dele aquilo que, diante de Deus, já confessou. Mas longe dele aquiescer em seu pecado, pois ele tem fome e sede de justiça; anseia crescer na graça e na bondade.
Vemo-lo, depois, junto aos outros, lá fora, na comunidade humana. Seu relacionamento com Deus não o faz fugir da socie­dade nem o isola do sofrimento do mundo. Pelo contrário, per­manece no meio deste, demonstrando misericórdia àqueles que foram golpeados pela adversidade e pelo pecado. Ele é transpa­rentemente sincero em todos os seus relacionamentos e procura desempenhar um papel tão construtivo como pacificador. Mas ninguém lhe agradece pelos esforços; antes, é hostilizado, inju­riado, insultado e perseguido por causa da justiça que defende e por causa do Cristo com o qual se identifica.
Tal é o homem ou a mulher que é “bem-aventurado”, isto é, que tem a aprovação de Deus e alcança realização própria como ser humano. (John Stott)

APLICAÇÂO
Você tem se identificado com o caráter dos cidadãos do reino do céus? 
A conseqüência de tudo que se viver como discípulo verdadeiro é a perseguição? 
Você tem sido perseguido por ter sede e fome de justiça?


domingo, 20 de novembro de 2011

NADA TEMEREI


O salmista Davi no salmo 23, um de seus mais conhecidos salmos, confronta um dos mais conhecidos sentimentos do ser humano, o medo. O cenário descrito por ele é de um lugar profundo, inundado pela escuridão da morte, dando a sensação de que naquele lugar a única certeza que se tem é que não há mais esperança de vida. E isso acontece na vida de Davi, um servo de Deus. Ele tem a consciência de que passar pelo ``vale da sombra da morte´´ é uma possibilidade real. Mas ele diz ainda que eu tenha que passar por dias escuros como a morte, eu não temerei. Mas ele não diz que não temerá por causa da sua posição como o grande rei de Israel ou por ser um excelente compositor de salmos. A sua certeza de não temer não tem nada a ver com o que ele é ou desempenha, mas por algo que é completamente mais poderoso e perfeito do que ele, o Eterno Deus, que é o seu pastor que está constantemente ao seu lado. Deus é aquele que nos guarda quando passamos pelo vale da sombra da morte. Por isso, quando você estiver em dias como esse, não procure em você mesmo as forças e esperança, procure em Deus ai você sentirá que poderá passar por esse vale vencendo o medo, porque Deus é quem venceu até mesmo a própria morte através do seu filho Jesus, por isso podemos dizer: Não temerei

Pr. Geazy Liscio

sábado, 27 de agosto de 2011

Fogueira, Discipulo e Missão

Em uma noite muito fria no meio da floresta, alguns homens que reuniram-se para caçar estão preparando-se para jantar antes de sair para caçar. Um dos homens ficou responsável por montar a fogueira. Em poucos instantes ele diz a todos: Pronto, terminei, onde está a comida para ser esquentada. Quando todos olham para a fogueira o que eles vêem é uma foto colorida de uma fogueira. É claro que ninguém em condições mentais saudável utilizaria uma foto de uma fogueira para substituir uma fogueira real, pelo simples fato de nunca uma foto fará aquilo que uma fogueira faz. Ela nunca aquecerá o ambiente, nunca assará uma carne, no máximo terá a aparência de uma fogueira, mas jamais será uma fogueira.

O que isso nos ensina sobre discípulo e missão? Muito! Jesus ao dar as últimas instruções ao seus discípulos antes de ascender ao céu, dá uma missão àqueles discípulos: que fizessem outros discípulos em todas as nações (Mt 28. 18 – 20). E foi justamente isso o que eles fizeram, cumpriram a missão. Logo depois lemos no livro de Atos dos Apóstolos que os discípulos que os Apóstolos fizeram foram dispersos para as regiões vizinhas (At 8. 1). Depois disso o Apostolo Paulo e Barnabé levaram o evangelho para outras nações vizinhas (At 13. 1 – 4). E assim sucedeu ao longo dos anos que se seguiram depois que Cristo deu uma missão aos seus discípulos. Discípulos de Cristo são enviados para cumprirem a missão de fazerem outros discípulos de Cristo. Fazer outros discípulos faz parte da essência do ser discípulo de Cristo. É como uma fogueira que tem por característica aquecer. Não ter o desejo de fazer outros discípulos descaracteriza o ser discípulo de Cristo. Existe esse desejo no seu coração? Ou você se satisfaz com simplesmente ser uma foto de um discípulo? Que não cumpre a missão que um discípulo deve cumprir.

Em Cristo Jesus, aquele que nos deu uma missão

Pr. Geazy Liscio

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram...

Em I Co 2. 9 lemos o texto tão conhecido: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (Cf. Is 64. 4) Muitos com o desejo de que seus olhos vejam coisas maravilhosas de acordo com o padrão deste mundo, tomam esse versículo isolado de seu contexto e reinvidicam todo tipo de ``promessas´´, e saem dizendo que nós veremos e teremos coisas preparadas pelo próprio Deus. Essa interpretação errada e descontextualizada nos leva perder completamente de vista o real tesouro desse versículo. O Apostolo Paulo está escrevendo nesse versículo sobre o maior de todos os tesouros, Cristo Jesus (I Co 2. 2). Aquilo que para os homens deste mundo é loucura (I Co 1. 23) para nós é salvação. Uma verdade tão simples, porem de profundidade infinita porque a nós nos foi revelada a própria mente de Deus pelo seu Espirito para que enxergássemos a Cristo Jesus (I Co 2. 10). É isso que Deus tem preparado para nós, aqueles que o amam. Alguns ao escutarem uma explicação tão natural, irão preferir a interpretação de que temos as promessas de coisas materiais e físicas, e isso é mais uma prova de que Cristo Jesus não é o seu tesouro mais precioso e sim as coisas deste mundo. O que os seus olhos estão procurando enxergar? Se a sua resposta mais sincera não for JESUS, você vive uma grande ilusão que revela a sua perdição. Se a sua é JESUS, você é a pessoa mais feliz que alguém pode chegar a ser.

Em Cristo Jesus

Pr. Geazy Liscio

sábado, 14 de maio de 2011

JESUS CRISTO: O DEUS-HOMEM


A cerca de 2000 anos em uma cidade chamada Bélem (Mt 2.1), uma cidade pequena, onde a placa de ``boas vindas´´ dividia o espaço com o desejo de ``boa viajem´´. Em um abrigo de animais (Lc 2. 12), não muito diferente dos que encontramos hoje em dia. Nascia um menino chamado Jesus, nasceu da mesma maneira como todas as crianças daquela época nasciam, de parto normal. Esteve no ventre da sua mãe o mesmo período que qualquer bebe requer estar até o dia que estiver pronto para nascer. Em fim, teve o mesmo nascimento e da maneira mais humilde possível. E Jesus cresce como todas as crianças, brincando, aprendendo, chorando, se divertindo e fazendo amigos (Lc 2.52). Quem olhasse para Jesus sentado com outras crianças não poderia dizer que havia algo mais do que um menino obediente e extremamente inteligente, o filho que todo pai desejaria ter (Lc 2. 47). Porem havia uma diferença entre ele e todos os demais seres humanos de sua época, dos que viveram antes dele e dos que ainda iriam nascer. O seu pai era Yaweh, o próprio Deus (Mc 1. 11). Mas à diferença dos Mitos Gregos que ensinavam que os deuses tinham filhos humanos, que eram semi-deuses, Jesus era Deus. Era o Emanuel, que quer dizer ``Deus conosco´´, Deus havia tomado a forma de um ser humano, e não apenas repousou um espírito divino sobre ele. Em Jesus a natureza humana e a natureza divina se fundiram completamente, sem ter condições de separar uma natureza da outra. A sua presença entre os humanos como humano não foi algo simplesmente por capricho, havia um propósito eterno, resgatar homens e mulheres para a Glória de Deus. Os mesmos que em Adão haviam rejeitado a Deus escolhendo o pecado e a morte. Mas existe, um incompreensível amor da parte de Deus por aqueles que o haviam rejeitado e eram merecedores da justa aplicação da justiça de Deus (I Co 15. 22). Mas, era necessário que um homem conseguisse vencer o pecado e a morte, quem conseguiria? Ninguem! Deus envia um anjo a uma adolescente virgem e diz que ela seria mãe de um menino, e esse menino era o filho de Deus a luz para os homens (Mt 1. 21). Deus, aquele que pode todas as coisas se torna homem, para que homens e mulheres possam estar diante de Deus. Jesus Cristo, o Deus-homem fez o que nenhum homem teria a capacidade de fazer, vencer o pecado e a morte numa cruz e receber a justa aplicação da justiça de Deus (Jo 19. 30). É por isso que Jesus tinha que ser totalmente humano e totalmente Deus.

``E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.´´ Jo 1. 14


http://www.youtube.com/watch?v=Gooow9V1Qw0




terça-feira, 22 de março de 2011

O meu perdão e o perdão de Deus


Domingo 20/03 começamos a serie de Pregações: ``Guarda o Teu Coração´´ neste domingo meditamos sobre o tema: ``O meu perdão e o perdão de Deus´´ Segue abaixo uma parte do meditação.

C. S. Lewis certa vez disse: "Todos dizem que o perdão é uma idéia maravilhosa até que elas possuam algo para perdoar." Isso é uma grande verdade, admiramos o conceito do Perdão, mas temos imensas dificuldade para colocar em pratica o perdão. Na Bíblia a inúmeras passagens que nos incentiva ao perdão, e em uma dessas passagens vemos o Apostolo Paulo se dirigindo a Filemom (Carta de Paulo à Filemon) dizendo que ele deveria receber a seu escravo Onésimo. Provavelmente Onésimo havia roubado a Filemon, fugido para a longe, deixando para trás o prejuízo para o seu Senhor. Paulo em algum momento de sua vida encontra a Ónesimo, prega o evangelho de Jesus para ele e assim Ónesimo experimenta uma transformação radical em sua vida.

O pedido de Paulo é para que os erros do passado fossem perdoados. Então Paulo incentiva a Filemom receber a Ónesimo em nome do Amor (v. 9) o mesmo amor que Filemom demonstrava aos crentes de sua igreja (v. 5) e ao próprio Paulo (v.7). Jesus Cristo nos diz: Mt 5. 46 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?O desafio para Filemom era amar aquele que lhe havia traído a sua confiança. Amar os que nos fazem bem, é fácil... difícil é amar e perdoar aqueles que nos fizeram mal. Amar os que nos amam, é de conformidade à nossa natureza de amor a nós mesmo, amo aos que me amam! Logo, não perdôo aqueles que me colocaram em segundo plano, esse é o raciocínio natural do homem. O argumento de Paulo é: Filemom, amar aos santos de sua igreja, é fácil, amar a Paulo é fácil, extenda o alcance do seu amor e perdoe a Filemom. Que lição temos diante de nós! Essa expressão de amor é vista claramente em Deus, ele nos amou primeiro (I Jo 1. 10 – 11, 19),quando nos ainda descumpríamos os seus mandamentos, quando não considerávamos a sua vontade para as nossas vidas, e mesmo assim nos amou e nos perdoou em Jesus Cristo. O amor de Deus por nós, deve nos inspirar para que também perdoemos em nome do amor.


Perdão - Luiz Arcanjo

Venha participar conosco da Serie de Pregações ``Guarda o teu Coração´´. Todos os Domingos às 18:30 Hs. Veja o cronograma das Pregações.

20/03 - O meu perdão e o perdão de Deus - Fm 8 - 20

27/03 - Eu ou a Cruz? - Mt 16. 24 - 28

03/04 - Partidarismos e Favoritismos? - I Co 1. 10 - 17

10/04 - Pré-julgamentos e Preconceitos - Mt 7. 1 - 5